sábado, 27 de abril de 2013

Flor da escuridão


Ó flor negra
que brotastes de repente,
lembrava uma velha história de gente carente,
mas não era achatada e verde muito menos,
era negra tal qual véu que as índias tinham consigo.

Flor bela e comprida.
Flor esta que nunca havia visto
olhava se dentro onde pequenas pérolas se comprimiam,
aguardando sua hora para que outras belas produzissem.

Ó flor negra de folhas suaves e macias.
Teu cheiro me leva a crer além de outras vidas 
Pois se assim não fosse como mais saberia 
da existência desta bela que apenas a mim se revelaria.

Ainda que nunca apareças para outro 
Como a mim foi revelada 
mostro ao mundo tua beleza por estes versos mal dados
Ó flor
bela 
negra
e perolada
Leva-me junto ao teu lago 
onde descanso, por estar desabrigado.

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