quinta-feira, 6 de junho de 2013

Cruzeiros




15 de março de 1990 o Brasil volta a assumir como unidade do sistema monetário o Cruzeiro , Cr$, (que já foi utilizada anteriormente em 1942 por 25 anos e em 1970 por mais dezesseis anos.) e as antigas cédulas de 500,200,100 e 50 Cruzados Novos, NCz$, foram recarimbadas apenas para corrigir a nomeação da moeda, uma vez que o valor continuava o mesmo. Por conta da inflação veio a necessidade de se emitir cédulas num valor maior, e a de Mil Cruzeiros (foto) foi a primeira, e homenageava o sertanista¹ Cândido Rondon (também conhecido como Marechal Rondon).





Tio Wiki:
¹Sertanistas: São exploradores que se aventuram pelo interior do sertão brasileiro, e procuram por conquistas, riquezas ou com interesses sobre beleza natural. No período colonial eram chamados de Bandeirantes. Foram os principais responsáveis pela extensão das fronteiras do país, fazendo-as chegar à sua configuração atual.  Mais!



terça-feira, 4 de junho de 2013

O Suspiro


Levei a bela menina para longe
Longe... onde o meu cuidado desleixado não pudesse importunar
É que tão desajeitado que sou, a deixei triste só de respirar...
Será que me entende Zé ?
Como ela pôde notar...
Que esses suspiro foi de saudade
E não de quem está sem ar ?
Não queria magoa-la Zé,
mas já que ela perguntou não vou mais negar,
que aqui dentro já tem dono, Zé, mesmo que eu não vá me entregar..
Zé, eu a quero bem juntinho, mas ela não sabe esperar...
Por que eu sei que aos pouquinhos, a gente conseguiria consertar

Angra dos reis - Legião Urbana

Deixa, se fosse sempre assim
Quente, deita aqui perto de mim
Tem dias, que tudo está em paz
E agora os dias são iguais..


Se fosse só sentir saudade
Mas tem sempre algo mais
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora
Que estou sozinho
Mas não venha me roubar...

Vamos brincar perto da usina
Deixa pra lá
A Angra é dos Reis
Por que se explicar
Se não existe perigo...

Senti teu coração perfeito
Batendo à toa e isso dói
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora
Que estou sozinho
Mas não venha me roubar
Uh! Uh! Uh! Uh!...

Vai ver que não é nada disso
Vai ver que já não sei quem sou
Vai ver que nunca fui o mesmo
A culpa é toda sua e nunca foi...

Mesmo se as estrelas
Começassem a cair
A luz queimasse tudo ao redor
E fosse o fim chegando cedo
Você visse o nosso corpo
Em chamas!
Deixa, pra lá...

Quando as estrelas
Começarem a cair
Me diz, me diz
Pr'onde é
Que a gente vai fugir?




A tarde no interior

Eram os olhos castanhos mais bonitos de todo o mundo,  talvez até fosse a posição, por que o sol refletia toda a experiencia e cansaço de alguém que tem passado os anos se preocupando muito mais com os outros do que com si mesma. Dessa vez não tinha nenhuma confusão entre seis ou meia dúzia, nem nenhuma disputa entre quem grita mais alto ou a procura de quem domina a razão... Dessa vez eram ondas tranquilas, ondas sonoras que simplesmente saiam como um desabafo. Um copo, preenchido com uma coisa que deveria ser um suco de uva se não fosse perceptível o aroma de álcool etílico, e sentou-se, veio de la àquela velha senhora, que gesticula sobre histórias da noite anterior (sim, essa senhora sempre está gesticulando histórias de noites anteriores) e a boca abaixo dos olhos castanhos nada falou, eu sorri como sempre e a senhora foi embora. As pálpebras, chatas que são, vieram e esconderam os olhos castanhos mais bonitos de todo o mundo, o meu sorriso ainda estava lá, e agora, não conseguia  pensar em um dialogo mais esclarecedor que este. Não que fosse dito muita coisa, não, não foi. A questão é que nos duas percebemos o amadurecimento de ambas as partes, e estava tudo tranquilo, finalmente... tranquilo...