terça-feira, 4 de junho de 2013

A tarde no interior

Eram os olhos castanhos mais bonitos de todo o mundo,  talvez até fosse a posição, por que o sol refletia toda a experiencia e cansaço de alguém que tem passado os anos se preocupando muito mais com os outros do que com si mesma. Dessa vez não tinha nenhuma confusão entre seis ou meia dúzia, nem nenhuma disputa entre quem grita mais alto ou a procura de quem domina a razão... Dessa vez eram ondas tranquilas, ondas sonoras que simplesmente saiam como um desabafo. Um copo, preenchido com uma coisa que deveria ser um suco de uva se não fosse perceptível o aroma de álcool etílico, e sentou-se, veio de la àquela velha senhora, que gesticula sobre histórias da noite anterior (sim, essa senhora sempre está gesticulando histórias de noites anteriores) e a boca abaixo dos olhos castanhos nada falou, eu sorri como sempre e a senhora foi embora. As pálpebras, chatas que são, vieram e esconderam os olhos castanhos mais bonitos de todo o mundo, o meu sorriso ainda estava lá, e agora, não conseguia  pensar em um dialogo mais esclarecedor que este. Não que fosse dito muita coisa, não, não foi. A questão é que nos duas percebemos o amadurecimento de ambas as partes, e estava tudo tranquilo, finalmente... tranquilo...

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