terça-feira, 9 de abril de 2013

Estação 17



Mil quadrados espalhados e dona Sofia nem sabia o por que deles estarem la, 
simplesmente estavam, e eram destinados a estar,
 um " eu gosto de quadrados " pra la, 
e um " eu gosto de pássaros " pra cá. 
Foi meio engraçado, mas ela tentou desenhar, 
e os pássaros engraçados começaram a brotar, 
ela me veio com uns coqueiros, que poderiam até elogiar, 
mas a questão é que de elogios ela não sabia brincar.
Passaram-se os dias, e começaram a trocar, 
as mensagens e os gostos que chegavam até a assustar
E todo dia se repetia, no cubículo branco e pessoas a conversar,
mas nem se importavam por que  palavras cruzadas às faziam chorar
chorar nem é a palavra, mas vai que não consigo rimar
então é mais fácil dizer que elas pareciam nem estar la
depois de va gar zinho ela puxou a outra pra cá 
e de repente estavam elas de novo naquele lugar
uma senhora legal se preocupava em procurar
o livro que a dos quadrados decidiu investigar
a outra desesperada só queria se mandar 
e falava de ladeiras, sequestros e outras coisas que nem dá pra lembar
a tecnologia surpreendeu, mas o capital não estava la.
então continuaram caminhando até aquele cara encontrar,
veio aquela indecisão, "Falar ou não Falar"
e dentre muitos risos até o 17 foram caminhar
e então pararam e puseram-se a esperar 
enquanto uma delas não parava de indagar 
" E se eu não existir, e você só estiver a me imaginar ?"
E a outra assustada começou a desconfiar 
era assunto que dava para a noite virar 
mas de repente veio a máquina e para longe decidiu levar
a pequena coruja ia à praia se abrigar 
enquanto o panda voltava para na floresta descansar.

Um comentário:

  1. GENTE.
    Amanda, que lindo!

    Porra, olha o som disso. Hahaha
    Musique, velho. Porfa vor.

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