segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Uma noite que não se repete
A Semideusa atormentada de devaneios ouvia atenciosamente o dialogo dos velhos titãs e titânides e arremessava o mundo com força contra o chão enquanto o recente guardião rodeava a cena com aquele ar de deslocado, a noite estava bonita o suficiente para adiar o sono e talvez isso explicasse a relutância em se deixar levar por esse supérfluo, uma advertência contra o fragor e então aquietou o mundo nas mãos,apesar de duvidar do incômodo, de repente veio uma grande mão e a puxou carinhosamente, recostando-a contra um peito duro e macio e ela passou a escutar de perto aquela voz de trovão participando do debate, em outra ocasião talvez teria assustado a jovem mas o calor da mão de Zeus sobre seus cabelos embaraçados a fez relaxar e lembrar-se de quando era a favorita, sorrio e dormeceu com essa recordação ao som daquela música estrondosa que costumava assustar e afugentar os mortais.
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Amanda C. Alcântara
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21:46
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Do bloco de notas
domingo, 27 de janeiro de 2013
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Amanda C. Alcântara
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21:56
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The theory that never came
Era a rede azul mais bonita do mundo. A menina abriu os olhos verdes café e deparou-se com o azul do céu e aqueles pontos azuis de um tom branco espalhados e agora não tão enigmáticos, apesar de ainda conhecer pouco mas a deixava fascinada e quando falava com os amigos sobre havia tanto entusiasmo que o pouco nem importava tanto assim. Muita conversa do lado de dentro da casa, sons que nem foram traduzidos para que ela soubesse o que estava acontecendo, afinal, aquela ali poderia muito bem ser uma gigante vermelha, mas brilhava demais, então talvez fosse um planeta, ok. ela não sabia diferenciar, {ainda}, ajeitou a cabeça na rede e dedicou-se a encontrar outros vestígios do que seria aquilo. do outro lado, peixes? será ? Droga. parecia que os olhos estavam inventando pontos onde não existia, ou os olhos estavam se acostumando as luzes conseguia ver as demais estrelas ou talvez fosse o sono que a fizesse distorcer as coisas. De fato parecia que era o sono, pois piscou duas vezes seguidas, normalmente sabia admitir quando tinha uma causa perdida, e dormiu.
Acordou aos gritos do pai, e não o respondeu esperando que não fosse com ela, porém era mais uma que perdia naquela noite, e ele estava mais próximo agora, ela afirmou que estava a caminho e pensou triste que teria de levantar-se da rede azul mais bonita do mundo, mirou o céu novamente e viu duas estrelas numa só, e pensou que poderia ser algo que geraria uma boa teoria. Por fim levantou, subiu as escadas, e pegou a chave no bolso para abrir o portão, e uma pedra caiu, ela olhou para um lado e o outro, estava tudo perfeitamente normal, então riu por dentro pelo que estava prestes a fazer, coisas de cena de filme, e levantou lentamente a cabeça como quem espera ver um alien babando bem acima de si, e deixou escapar um riso aliviado, era apenas o primo mais novo e o não tão novo assim.
Apagou as luzes que o pai havia pedido, e fez o caminho reverso, trancou o portão, subiu a cabeça novamente, despediu-se do primo mais novo e do não tão no assim , desceu as escadas e os escutou comentar " como ela maluca" " , deitou se na rede azul mais bonita do mundo e voltou a admirar o céu, e la estavam elas as duas estrelas numa só, e estava prestes a iniciar sua tese em relação a elas quando a irmã do meio chegou e começou a conversar sobre assuntos que a fazia rir por dentro, decidiu não ignora-la dessa vez, e entrou naquele diálogo doido de crianças de 10 anos, a teoria pode esperar.
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Amanda C. Alcântara
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21:45
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Do bloco de notas
Depois de uma e duas peças
Ontem a noite estava linda, devo meus parabéns a lua que brilhou como nunca e as nuvens também que se espalharam de um jeito gracioso formando uma moldura magnífica. Por traz delas o azul... Sempre o azul, desta vez um azul negro que abrangia toda a orla da praia, os coqueiros balançavam de forma a saltarem daquela moldura inicial, poderia perfeitamente encaixar em uma figurinha tridimensional ,daquelas que costumava-se ganhar em um pacote de salgadinho, e o uivo do vento era singular, um breve momento de distração até voltar os olhos a mesa os dados das recentes partidas de dominó estavam espalhados 3 e 5 eram os números marcados no tabuleiro, e apenas copos sobraram. Muita gente rindo, e uma senhora em pé, gesticulando alguma história da noite anterior, tentei deixar a expressão facial de uma forma neutra, por motivos simples, primeiro por ser horrível quando perguntam o que está acontecendo e não há o que responder, e segundo o céu estava lindo, não saberia explicar e pensariam que era uma tentativa de fugir do assunto, e ai é que começariam a pressionar, Ao fim deste pensamento me deparei com um par de olhos, e percebo que o próximo passo é o abrir dos lábios, então me apressei e disse " a lua esta linda hoje" e olharam para o céu, concordaram rapidamente e voltaram a prestar atenção naquela senhora tagarela que estava a encenar atos agora de uma nova história, voltei a minha paisagem preferida, encontrei órion e o seu cinturão, que de fato é sempre o que avisto primeiro, senti um pouco de raiva de algumas nuvens que se colocaram sobre o lugar onde deveria estar gêmeos, ou será que estava olhando para o lugar errado, virei e também não encontrei, o brilho da lua estava atrapalhando enxerga-las direito, recostei na cadeira, e admirei um coqueiro, tão desgrenhado como os outros, tão torto como os outros, até que uma pequena e luminosa esfera de plasma próxima àquele grupo de folhas, numa área que surpreendentemente se encontrava sem qualquer vestígio de nuvens, solitária, imaginei que fosse sirius mas não brilhava tanto assim, apenas brilhava, aquela estrela estava distante das outras só que jamais a teria encontrado se não fosse aquele coqueiro, me sentia imediatamente como ela, bom, óbvio que estava rodeada de pessoas, mas me sentia tão distante, perdida na magnitude dos meus pensamentos azuis, sim eles sempre eram azuis se formos colori-lo e naquela noite, era um azul negro, e ainda que o senso comum assimile a algo obscuro, eram os pensamentos mais claros que rodeavam a minha cabeça, e automaticamente estava sorrindo, e esperava que de alguma forma, ela sorrisse de volta.
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Amanda C. Alcântara
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21:39
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Do bloco de notas
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
04:55
Só fui perceber que passei a noite inteira acordada agora que começo a ouvir os passarinhos, deveria ficar acordada mais vezes, esse som é realmente bonito. 4:40 da manhã, se o zero trocasse de lugar com o 4 haveria alguém pensando em mim agora. E começaram a jogar tinta branca no céu, por que aquele azul escuro está ficando cada vez mais claro, agora é um azul-alaranjado, ( sou biscate do azul mesmo. e do verde também) enfim. Espero que seja uma viagem acolhedora, é por que ultimamente todo lugar é como um lugar incomodo, espero que fique mais perto do céu. ( que minha mãe não veja isso, afinal, vive reclamando que eu ando com a cabeça nas nuvens rs.) 4:45 , e vou viajar as 7:00, agora pergunte se as malas estão prontas ??? Isso fez todo mundo surtar aqui ontem. Mas fazer o que, essa sensação de que a qualquer momento eu posso desistir, me faz sentir um pouco dona da situação, pelo menos dessa né, ja que durante o ano eu não fui dona é de nada! Eu queria saber escrever o canto dos pássaros aqui, é realmente encantador, mas ultimante tenho chorado vendo pedaços de asteroides riscando o céu, então talvez não seja tão bonito assim para os outros. Uma pena não ter espaço para o apanhador de sonhos na bagagem, na verdade tenho medo que esse quebre, essas penas foram difíceis de obter, então vou deixa-lo aqui. Uma lista de músicas como um bote salva-vidas, e bastante doce. parece que está tudo ok na mochila. a claro. roupas é importante também, e sapatos talvez, Quero muito levar o violão, será que vou ter tempo de usar ? não não, fica aqui, mas a gaita vai! O bloco de Esquerda-Confere. o bloco de Músicas- Confere. Teorias da evolução -Confer… EI e a super onde foi parar ? tudo bem, Haris como outro bote, e fones, é parece que está tudo aqui, Opa. Caneta preta para os Quadrados e Fibonacci é claro, e Mais aquelas piadinhas. O baralho e ta tudo certo! Agora Sim. Boa Viagem para mim. e todo o resto que me acompanhara! Calma Calma Calma……… Quase esqueci… A toalha, Vai que algo improvável me surpreende ?! (:
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Amanda C. Alcântara
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21:59
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domingo, 25 de novembro de 2012
As Pinhas
Eu tive um sonho, e talvez um dos sonhos mais bonitos que eu poderia ter, tão bonito, que agora me sinto patética de não ter notado que era um sonho, estava tudo tão perfeito, tão incomum. Talvez eu soubesse desde o principio que era um sonho, mas a vontade de que fosse real me fez vivenciar tudo com um tom de esperança. Ai! a decepção ao ouvir ” ei, acorda, está na hora de levantar”, a decepção de ver aquele sorriso, aquela data 16/10/XXXX, aquelas lembranças de um futuro que não existiu, tudo se dissolver com a claridade, e me deparar com o teto branco do quarto.” Não é possível. Não não não… eu não acredito que era um sonho!” Sim. era um sonho.e voltei a minha realidade, levantar, se arrumar, correr, pegar um ônibus, subir aquelas escadas, passar por aquele viaduto, a barraquinha de frutas, os moradores de rua, tudo em seu devido lugar, nada Fantástico, nada bom o suficiente para que eu pensasse que talvez o sonho fosse aquilo, mais passos. até que o vento sopra, trazendo um aroma. inspirar aquele ar foi como um soco no meu nariz, , por que meu corpo conhecia muito bem aquele cheiro, tão bem a ponto de meus lábios relaxarem em um sorriso involuntário, sim… esse cheiro de náufrago do sofá, mas não que fosse ruim, era um tão suave e sereno ao mesmo tempo, se tivesse um sabor, diria que eram pinhas, mas não as daqui, as pinhas de lá, as pinhas de longe, eu sei que existem, sei que são bonitas, mas o gosto não faço a menor ideia de como seja,até por que essas pinhas são bastante confusas e misteriosas, sim, cheira como pinhas, pinhas que nunca provei, definitivamente são pinhas. Então olho ao redor e não encontro nada de onde o vento pudesse ter sequestrado o cheiro, então só poderia ser a minha imaginação,dizem que é isso que o cérebro faz não é ? a lembrança de um dia, a lembrança de um dialogo ? não não tinha nada a me lembrar, ainda estava muito perturbada com o sonho, mas isso conscientemente, então só tinha como explicação meu subconsciente sendo feliz com essas lembranças. mais passos, carro prata passa ao meu lado, e o barulho de um ônibus… sim malditos sejam barulhos de ônibus, eis ai uma coisa que aprendi a odiar, o que é bastante paradoxal uma vez que boa parte do meu tempo passo em pontos de ônibus mas tenho cá os meus motivos.virar a esquina, médicos saindo do plantão, médicos indo para o plantão, outra lembrança, é eu odeio hospitais, o cheiro, o clima é bastante pesado, de fato não gosto de hospitais… então por que estava pré disposta a estar tanto tempo la quando nem precisava ? ai! o sinal fechado e eu vou me atrasar, maldita recuperação, uma pessoa louca se joga na frente de todos os carros, Ela realmente é maluca, não sabe que quase me matou do coração quando fez aquilo, e la vou eu ” você não tem juízo não rapaz ?” ela só ri. O mais sinistro é que é tudo tão confuso, uma mistura de realidade, com lembranças, e anseios, e agora ? o que é real ? eu insisto em acreditar que o que dói mais é a realidade. O sinal abriu, la vou eu, passos, passos, olha só, nem tem bolo hoje, que bom, eu odeio bolos! RÁ RÁ! como se dizer que odeio me fizesse realmente odiá-los, mais um riso involuntário,” caramba, hoje você deveria se preocupar apenas com a prova cérebro!” mais risos mentais, e eu odeio quando ele é sarcástico assim “Estou só tentando te distrair.” mas como é atrevido, me distraír com todo esse turbilhão de devaneios ?? ” Você quer é me enlouquecer isso sim” dessa vez, até eu achei graça, onde ja se viu, conversando com meu próprio cérebro como se fosse uma pessoa.ri alto,caminhando no automático agora, ja tinha passado pelo primeiro portão, e como aquela mulher estava com a caderneta de nomes na mão havia realmente me atrasado mais uma vez, “Por favor, se eu perder essa prova perco de ano!” era realmente um bom argumento, ” Terceiro ano não é ? tudo bem, pode subir”, nem me recordo se agradeci por essa gentileza, mas ora você é tão bom em lembranças e agora notei que perdeu muitos detalhes moço, ” não posso me ocupar de tudo, se não você enlouquece esqueceu ?!”, não sei se é mais complicado conviver com as pessoas escrotas, ou com meu próprio cérebro que me sacaneia o tempo todo. 1 degrau, 2 degraus, 3 degraus… vou pular esses dois para ir parar no 5º degrau, droga, se eu quiser chegar no 8º Degrau definitivamente vou cair, e ri mais uma vez sozinha.e la vinha uma menina estranha rindo com nada e saltitando pela escada, essa era a visão de quem estava no ultimo andar. HEY, finalmente o corredor, AH mas que droga, hoje é a prova, será que vou lembrar do pouco que estudei ? e esse foi mais um breve momento de lucidez, até que entro naquela sala, e la estava(m) Elaes, Sorrindo, e felizes, deixei a mochila em um lugar aleatório, e fui socializar, “Todos nós juntos, até no primeiro dia de prova” alguém disse, acompanhado de risos de aprovação de todos, até meu, só que não foi um riso voluntário de minha parte, aquele cheiro estava bem mais perto agora… Malditas pinhas
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Amanda C. Alcântara
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03:00
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quarta-feira, 11 de abril de 2012
Coffee
Que barulho é esse, que de longe não posso escutar,
o som pode até ser comun, mas o aroma não dá para negar,
o som pode até ser comun, mas o aroma não dá para negar,
talvez o som aqui não saíba representar,
mas o que o seu cheiro me faz lembrar
a isso sim tenho o prazer em relatar,
a isso sim tenho o prazer em relatar,
é um cheiro que anima a noite, que faz o cérebro trabalhar,
coloca vontade no trabalho, e troca o sono pelo despertar,
mas como distinguir este som, ja que todo liquido
ao cair, faz esse barulho sem discernir,
como explicar, a diferença de uma substância qualquer
com essa que me faz imaginar, sim, imaginar,
por que a cada gota a me inundar, é mais uma hora que tenho para gastar
e assim se passa a tarde, a noite, a madrugada,
passam -se dias se possível for, assim tudo a se passar,
sem que venha o cansar,
de onde surgistes, e aonde irá parar,
não sei, nem hei de pesquisar,
mas para que a rima desse verso não venha quebrar,
convido você a uma xícara de café provar

coloca vontade no trabalho, e troca o sono pelo despertar,
mas como distinguir este som, ja que todo liquido
ao cair, faz esse barulho sem discernir,
como explicar, a diferença de uma substância qualquer
com essa que me faz imaginar, sim, imaginar,
por que a cada gota a me inundar, é mais uma hora que tenho para gastar
e assim se passa a tarde, a noite, a madrugada,
passam -se dias se possível for, assim tudo a se passar,
sem que venha o cansar,
de onde surgistes, e aonde irá parar,
não sei, nem hei de pesquisar,
mas para que a rima desse verso não venha quebrar,
convido você a uma xícara de café provar
- A.C.A-

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Amanda C. Alcântara
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14:34
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O Plano
A se você soubesse
que eu te abraço p. sentir seu cheiro,
a se você soubesse
que seguro sua mão p. amenizar a vontade de lhe dar um beijo,
a se você soubesse
que as noites, agora, estão mais confusas que um nevoeiro,
a se você soubesse
que o rio do meu silencio, deságua numa cachoeira de sentimentos,
a se você soubesse
que cada pequeno gesto, é milimetricamente planejado
a se você soubesse
que no final, tudo é um plano, para ter você ao meu lado
aa se você soubesse
aa se você soubesse...
-A.C.A-
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Amanda C. Alcântara
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10:04
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