
No breu da floresta uma pequena árvore dourada de copa cor de jabuticaba estava a se balançar ao som dos ventos. Parecia leve e suas folhas se movimentavam de uma forma tão sinuosa que na escuridão só os olhos atentos notariam este movimento. Eis que a chuva desaguou inesperadamente sobre uma outra árvore, comprida de tronco cinzento ou seria preto ? talvez até cintilasse, mas vale ressaltar que estava escuro , enganos poderiam acontecer, o vento e a chuva juntaram as árvores, que se movimentavam de acordo com o ritmo inquietante da selva. Não era o habitual de se ouvir por àqueles vegetais presentes no local, mas era o que se tinha então por que se contrapôr ? Giravam e giravam floresta a dentro e se pudessem falar... " não consigo enxergar nada" seria dito e " eu também" seria o respondido, por que estava escuro, e tudo gira no escuro, mas eram apenas árvores, e árvores não falam, não dançam, não enxergam nada no escuro. E pela manhã, estava ela, recostada sobre a mesa, e agora completamente diferente, onde foi parar seu tronco cinza ou seria preto ? àquele que talvez até cintilasse... sumiu, e uma mão a segurava escrevendo uma história engraçada sobre uma noite de vento e chuva, ela estava diferente, as raízes doíam, tudo havia sido processado, e agora ser lápis era a sua essência, mas não era o ser lápis que a fazia enxergar, desta vez a chuva havia cessado, e pela manhã mais nada fica escuro vale ressaltar. e sendo lápis ela não disse nada, logo agora que poderia falar, mas lembrava-se de quando era árvore, e árvores não falam, não dançam, não enxergam nada.
Bli <3
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