segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Antes de Encontrar o Colo

Bem que se quis…
e eu nem queria derramar outra vez,
mas quando a primeira gota cai
— devagar,
gelada,
salgada —
as outras seguem o mesmo caminho,
dramáticas,
lentas,
como se o tempo aprendesse a chorar.
Não sei o porquê.
Só sei que algo estava aqui:
uma memória,
uma dor,
um esquecimento.
E de repente virou água,
escorrendo sem pedir licença.
Pra alguém imediatista como eu,
a lentidão é um corte fino,
daqueles que não sangram na hora
mas ardem depois.
E sem aviso, o tom mudou:
ser forte, ser por acaso.
Havia mais aqui —
raiva,
fogo da alma,
a lembrança de ser forte,
forte,
forte outra vez…
até cansar.
Passei uma tarde inteira assim,
deixando sair, ao acaso,
tudo que morava em mim,
guiada pela energia dos sons,
da voz,
dos metais,
das cordas,
dos sopros —
como se a música soubesse
onde tocar
quando eu já não sabia.
Ela se jogou da janela do quinto andar
e então eu entendi:
realmente,
realmente nada é fácil de entender.
Buscar sentido em tudo
não parece ser o objetivo,
ou ao menos não me salvou do abismo.
Mais gotas.
Agora só o colo.
A saudade de um colo.
A mãe de todos
não mora em gotas salgadas?
Então transbordar talvez seja isso:
o pouco de colo que existe
até encontrá-la
novamente.

sábado, 18 de abril de 2015

O último cigarro


Lá estava eu devaneando sobre todo aquele momento,
o último cigarro e a atenção que se voltou para ele o ambiente escuro e fresco embaixo de uma imensa árvore (que não era pé de manga rs. )
Desta vez não cantavam os pássaros, nem haviam pessoas conversando. 
Um ou outro passou por nós e o que eu tinha em mãos mesmo era a pele dela, dentre os raros momentos da vida não havia quase nada em minha cabeça e isso me deixou em êxtase. talvez um nirvana estivesse por vir. 
Houveram uns risos em algum ponto, umas declarações em outros mas nada que significasse tanto quanto a sincronia que estava estabelecida com os nossos rostos. Nariz e boca tão próximos e ainda assim todo o resto para se sentir, vez o outra o sentido focado na brisa que batia, naquela noite fria de verão, dava espaço para o cheiro dela, que eu já havia me apoderado e passara a ser meu. 
A atmosfera daquele momento foi tão diferente que toques usualmente comuns despertaram a sensação de ser o primeiro, mais pelo fato de que  primeiro representa único até aquele momento. E foi como me senti quando ela repousou a mão na minha nuca. O ultimo cigarro acabou e acendemos outro, tragamos... Mas ele não era nosso, e isso ficou evidente para ambas, a principio eu apenas pensei e ela foi quem verbalizou. O cigarro dela foi repousado a seu lado assim como o meu do lado oposto. O cigarro poderia até não ser meu, mas havia uma certeza de que nós duas nos pertencíamos cada vez mais e aquela sensação foi a ignição para todo o movimento a partir dali, Não só os rostos estavam sintonizados como os corpos também.
E esse pequeno, porém extenso, devaneio me fez sorrir uma noite depois, não apenas sorrir como ter a sensação de estar lá novamente.
Pensei que aquela sintonia permanecia, talvez seja inocência ou ambição demais querer que ela ainda estivesse ali, e não estava. 
Deu espaço para outra coisa, para o que sempre vem, uma hora ou outra. 
Vez para angustiar, vez para nós deixar com um quê de saudade...
Vai saber para o que veio, mas o passado é assim, retorna quando menos se espera. 
Disso tudo eu sabiam, só não sabia que dói mais quando o passado é o do outro.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Gripe ou resfriado ?

As pessoas cansam... E o ciclo é sempre o mesmo, o encanto, a euforia, as diferenças e plim lá esta se cansando novamente.

 O engraçado é que mesmo sabendo do ciclo, entramos nele de cabeça. E você que concordou ou torceu o bico pra frase anterior, me deixe explicar que o movimento é importante, por mais que a decepção seja da mesma espécie o resultado nunca é o mesmo. 

Aliás, de igual mesmo é apenas o erro. Ele sim que se repete com esplendor. Misturando encanto e euforia vão se criando diversas projeções, promessas e declarações.É uma realidade alternativa que nos faz acreditar que realmente tudo aquilo é concreto, e naquele momento é. Realmente se pensa o dia todo quando se encanta, realmente se faz tudo, quando há a euforia, mas o que resiste quando as diferenças se mostram e chega ao ciclo do cansaço ai a gente deve falar que é amor. Vejam os pais, se encantam ao ver os olhos e sorrisos do pequeno bebê, ficam eufóricos com o crescimento e as descobertas da inquieta criança e se deparam com as diferenças das experiências que os adolescentes tem entre si... e é um acumulo tão grande que traz o cansaço de toda a correria com o jovem, rebelde ou não, e é ai que sabemos que há amor. Há amor porque o estado mental de cansaço não diminui a preocupação, não diminui o carinho. Amar é agradecer. Tudo que passou e que ainda haverá de vir, é agradecer por resistir ao cansaço.E isso os casais não entendem. É nesse ponto que se magoa, não porque quer, mas por estar cansado. E ninguém tem culpa de cansar, são Humanos não é mesmo ?! Cansar é algo que todo mundo passa, resta saber se tudo que se viveu irá passar junto... Passando, chame de resfriado, paixão, encanto, euforia... Ficando chame de gripe, que sofre mutação todo ano mas não deixa de existir, Chame de amor !

quinta-feira, 24 de abril de 2014

157 Voô da Felicidade

(Ilustrado por thesheep)

A felicidade não é questão de ser
 como algo definido e imutável,
 É algo de se fazer,
 É a sua comida favorita que você prepara ao som do seu cd favorito,
 É um lugar que você vai que te deixa em paz,
 É agregar ao seu lado quem você quer que esteja 
e que queira estar com você também.
Demorei para aprender isso
 E com "aprender" não quero dizer que não hei de ficar triste,
 claro que ficarei,
 as situações são imprevisíveis, são inconstantes, 
assim como as pessoas. 
O segredo esta, em saber se fazer feliz 
e apenas quando você quiser
 ser. 
-ACA-

sábado, 7 de dezembro de 2013

Um pedaço do Chico

Chico estava no ponto a espera do ônibus que faz o percurso favorito dele.Uma informação curiosa é que não importava onde ele estivesse, sempre acabava o dia no mesmo ponto de ônibus, talvez gostasse das pessoas que passavam por ali, dos diálogos, muitas vezes, absurdos e engraçados que elas tinham, ou talvez gostasse mesmo de como naquele lugar ele era apenas mais um... 
Seja lá qual fosse o motivo, aquele lugar tinha uma alma que com certeza emanava uma energia que o acolhia, e lá ficava ele vendo diversos ônibus ,que o deixariam no mesmo lugar passarem, mas ele queria o que fazia aquele percurso... 

Que passa de frente ao lugar onde ele costumava passar todas as tardes e descia a ladeira com a vista do pôr-do-sol sobre o mar mais azul de toda salvador. Algumas vezes estava verde, mas ele se encantava mesmo com o azul que acolhia os pequenos barcos de pesca bem no fim da ladeira, e ele sempre pensava em como queria uma máquina fotográfica para guardar essa imagem nas paredes do seu quarto, mas não a tinha, porém tinha um cérebro que apesar de ser ruim guardava uns detalhes esquisitos e ele sempre ria de como o contraste era imenso, por que geralmente o subúrbio de salvador era muito mais aproveitado por turistas do que os que de fato moravam na cidade, e foi numa dessas reflexões bem antes de conhecer este percurso, vale ressaltar, que ele decidiu que andaria por salvador e que conheceria a " sua " cidade... e foi ai que se apaixonou.
Hoje eu entendo exatamente por que o chico se apaixonou por salvador, e me pergunto quem não se apaixonaria, a história de amor é da mais bonitas que poderiam ser por que veio aos pouquinhos. O Chico tinha um mundo aos nove anos e o dominava como ninguém, aos catorze tinha um outro mundo,e começo a 'analogar' como planetas do sistema solar e cada parte de salvador era um planeta diferente, aos dezessete anos chegou no centro o que é bem engraçado de se dizer por que na cidade tem diversos centros mas me refiro ao que usualmente chamam de centro.  E OLHA! É uma recomendação. Andem por salvador....
Há boatos de uma lista, uma lista de lugares que se você vier a conhecer o chico com certeza ele te levará.
Ele ainda não me contou sobre essa lista por completo, mas garanto que quando souber divulgarei ao mundo, ou deixo para que visitem salvador e o conheçam... 





domingo, 1 de dezembro de 2013

"O hoje é domingo cai sobre você e junto com ele a morbidez
cama para o sofá, sofá para cama."
-Dell Andrade

sábado, 30 de novembro de 2013

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Um dia que eu lii (senti) Saudade...


Ela sentou, de frente para janela, e sentiu a brisa no rosto, e sorrio,
A avó passou e perguntou " Ta rindo do que, menina ?"
ela disse "Nada" e naquele dia, nada nunca tinha significado tanta coisa,
Ela sentia falta de você, ou talvez de vocês juntas, de vocês andando, de vocês rindo,
sentia falta dos planos na aula de matemática, se ia ou se ficava,
E sempre era um dia de cada, por mais que ela sugerisse na maioria das vezes...
Era disso que sentia falta.
E o vento que bateu no seu rosto naquela tarde, de longe se assemelhava
ao vento que batia lá naquela vila,
naquela vila velha,
E lembrou-se de quando os papéis se inverteram,
e quem era tagarela ficou quieta,
E sorrio, e a avó passou mais uma vez resmungando alguma coisa sobre estar "no mundo da lua "
AH a  lua....
Êta se essa avó soubesse o que essa palavra trouxe junto,
Trouxe junto o poema mais bonito que ela já escreveu,
Que veio depois de uma noite ao som de música oriental,
E debaixo do céu mais bonito que veio junto com um monte de explicações sobre as três marias...
A saudade que ela sentia, apertou no peito devagarzinho,
e foi ver o papel que a outra escreveu em abril com tanto carinho
E abriu espaço para mais uma lembrança
Lá estava ela, rindo de novo!
Rindo de gente que promete as coisa, e até hoje ela espera:
disse a outra que faria um quadro...
e audaciosa que era fez o favor de por porcentagem,
70% não ouço, e os outros 30 % não entendo,
e quem entende ?  Logo ela que começa pensando na saudade, 
e termina pensando em ave.
"É lindo porém triste que as aves voem,"
mas elas vão e voltam,
principalmente as aves amigas
a liberdade que elas tem é a coisa mais bonita de se ver,
e profundamente triste por que faz falta,
triste por que dá saudade.
E saudade ,eu li que, é bom.
que bom,
que Eu Li....

Coisas que aprendi com...


(De animal para animal)

Hermes você fez muito jus ao nome que lhe foi dado, apesar de pouco o tempo mas a mensagem foi entregue. A  mensagem de que por mais feliz que algo lhe faça ( e por mais clichê que isso seja) quando menos se espera as coisas mudam. Jamais imaginei que fosse ficar realmente com você, mas ainda assim a dor ( talvez soe melodramático) foi inevitável quando você se foi. Não contente com esta primeira entrega, assimilo a outra, que custou uns dias para vir, ou melhor, para ser decodificada, de que nada pode ser pertencente de alguém. Estranho e engraçado mas você era caladão, e me desesperei diversas vezes pensando que tinha morrido, ate ver que não precisava estar se mexendo, correndo ou latindo para haver vida, ou sentimentos. Por mais infantil que pareça eu chorei. mas isso não o trouxe de volta, e depois eu percebi que você não poderia ter ficado, que sua felicidade esta la. estava longe. então não poderia lhe pedir que ficasse...

 Com amor, e muitas saudades

Panda.

"Tudo que populariza fica chato!"
 -Lii Carvalho 
20 de Julho de  2013

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Vila Velha


Entre descalço na minha tenda
 que é lugar sagrado
lugar que tem espaço e
que tudo está  organizado
 aqui fica o reflexo de todo esse descaso 
que uma cultura inteira tem causado
essa antropofagia assusta
mas aqui, entre descalço pra absorver
A energia daquilo que foi trocado,
 daquilo que te fizeram esquecer
todas as cores
todos os cantos
todos os pássaros
Todos eles, tratados de inocentes
mas ainda assim foram brutalmente apagados.
entre descalço
 e sinta
suas raízes gritando 

por reconhecimento
e é conhecimento
por favor, na minha tenda
ei de lhe contar tudo
mas por favor...
entre descalço.

bler



Todo mundo fica triste, e o bacana é que passa...
Só que tem demorado bastante dessa vez...
Só que tenho comentado menos sobre isso...
Só que
.
.
.


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

 Eles falam do egoísmo, mas vivem jogando suas expectativas em outras pessoas sem perguntar se elas estão de acordo com isso. Reclamam de não serem felizes, e quando vamos analisar, os outros é que os deixaram triste. Egoísmo é deixar que o outro seja responsável por sua "felicidade", é entregar uma responsabilidade à alguém e depois cobrar impiedosamente. e é sempre a mesma ladainha  :

"O problema não é meu, O paraíso é para todos, o problema não sou eu, o inferno são os outros. o inferno são os outros ."

 -Dantaa Narpalca

O Ego, Sim!


(a primeira das primeiras coisas que deveria ter sido postada sobre mim.)


Peço desculpas, Peço compreensão, 
A questão é que não é pra mim da mesma forma que costuma ser para o outro.
Eu sei que é um jeito egoísta de se expressar
E olha que nem como arte, eu estou classificando.
não tem rimas, não tem criação, é só o dia a dia que coloco nas mãos.
e escrevo. e rio depois. e me lembro depois e depois. só.
não tem estrutura fixa, nem mesmo uma linha de raciocínio coerente.
é só você que me encontrou no ônibus, e você que sentou do meu lado.
talvez você que nem sabe da minha existência também tenha um espaço aqui e outro acolá.
No fundo, vocês hão de admitir, que eu não sou genérica.  E isso me deixa um tanto feliz.
e já que é o rumo de justificações que esse texto está levando, Vou confessar.
Esse Egoísmo é só um jeito de não estar tão sozinha.e evitar você de apenas me admirar.
Ora ora, participe. me chame. converse. me leve pra sair. apenas me conte uma piada. ou me aceite no hall do seu prédio. Quem sabe se me levar pra ver uma árvore, ou até mesmo para caminhar na cidade feia e atolada de pessoas, ainda que não seja uma noite deitados admirando o luar , esse tipo de coisa me leva a compartilhar. e aqui estou justificando meu egoísmo.
E comprovando que é só carência mesmo, carência da humanidade, carência do calor de uma aventura. 
E o mundo corporativo que me perdoe, mas me entregar a você, cara rotina, seria  ...
Na verdade não seria. Não tem um universo alternativo na minha cabeça, garanto que na da maioria que me acompanha, em que isso se permitiria acontecer. não para mim.
E agora a parte adicional de agradecimento e admiração, a todos vocês que são genéricos, Obrigada mesmo, por que as pessoas no mundo não sobreviveriam com a minha falta de identificação textual, e não só pelas pessoas, mas por mim mesmo, que me identifico com uma quantidade absurda de poetas e escritores anônimos.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

É Ramos... (Sete)

Foi uma tarde bem inesperada, ainda mais por que a Guta la estava sentada admirando O Grande e Misterioso como de costume. O Zé bem que comentou como ele estava lindo naquele começo de tarde, e logo quando terminou de falar veio a menina de allstar azul que combina com seus cabelos pretos e falou " olha como o mar esta maravilhoso", o Zé sorrio e olhou para Guta todo presunçoso enquanto a outra menina de vestido branco perguntava " é aqui ?" 
Sim. Era ali. Foi ali. É aqui, pequena, que boa parte da história se enrola. 
Os ventos estavam calmos e atenciosos, praticamente beijava os rostos das três mulheres que sentaram ali, e ali bem ali foi tão gostoso de se ouvir tantas gargalhadas e histórias contadas pela metade, e foram um,dois , quatro e quase uma progressão geométrica de copos se iniciava quando as três mulheres se transformaram em 5 ou melhor... 4 e uma barbixa.
Uma bela e simpática barbixa diga-se de passagem....
E ai foram as mais maliciosas sugestões que logo viraram atos e bom, isso trouxe  a Guta lembranças de uns outros casais que ali por baixo também se entrelaçaram,  mas aqueles cinco não eram casais, e nem assim poderia, uma vez que matemática impar não permitiria. Eram amigos. E dos bons pelo visto.
Não de longa data, talvez apenas uma e outra fossem, mas amigos com mesmo propósito, sair da rotina que todas as segundas-tediosas- feiras impõe. 
Foram horas de conhecimento de cada um. Não conhecimento pessoal, mas anatômico...
O riso largo e silencioso da barbixa.
O copo ~sempre~ cheio da ultima moça a chegar.
O banco alto de mais para uma das primeiras que veio.
A experiencia em bebidas da dos cabelos pretos
 e assim foi até um outro grupo chegar e então as quatro mulheres e a barbixa marcharam em direção da bandeira ruiva da Inglaterra mas sem antes no caminho um senhor bonito acompanhar, e quando eu digo bonito é que de longe a Guta ouvia a beleza da alma dele gritar, o que fez alguns se encantarem, alguns que nem mencionei ainda mas logo logo irei falar.
e de volta estavam eles cinco, agora pelo passeio divididos:
A barbixa e o vestido branco, agora manchado de uva, seguiam vagarosamente enquanto o par de allstar azul que combina com o cabelo preto acompanhava a mulher de casaco rosaoutalvezvermelho que por sua vez tinha um colete xadrez do seu lado de braços dados.
E finalmente la estava ela, a grande e ruiva bandeira da Inglaterra, e as devidas apresentações foram feitas
num espaço de um beijo e outro, da barbixa com o vestido branco manchado de uva, 
mais conversa foi, e mais conversa veio. E junto com a conversa veio um par de calça jeans muito do tímido. 
E só uma pausa para soma, que na minhas contas agora são sete...
S E T E .... 
Ironia do destino o sete, numero divino da perfeição mas aposto que tarde mais pagã que aquela não houve não. Mas sete gente, sete é legal e aqueles sete ao redor de uma mesa agia como se tudo ali fosse bem natural, e na verdade foi mesmo, por que veio uma coisa de cada vez, sem pressa e foi embora da mesma forma : 
Uma
coisa 
de 
cada ...
Uma coisa de cada, e cada um fez uma coisa, teve os que fizeram muitas coisas mas garanto que a nenhum dos sete faltou coisa alguma. 
É engraçado pensar que eles nem se procuram durante um dia inteiro comum, mas durante aquela tarde eles foram excelentes parceiros. 
Foram amigos.
Foram companheiros. 
Foram sete e se foram...
Mas foram, por um período inteiro... 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

"Papagaio e vaga-lume é tudo a mesma coisa.."
-Vó.

O vento norte




Nunca havia notado como o silêncio é tão engraçado,
como é triste e constrangedor também.
Alivia assim como pressiona e como faz sentir absolutamente nada.
Me agrada o silêncio que revela o que esta dentro e na verdade nada disso é silêncio, tudo é ,apenas, você se rebelando na brecha que lhe foi dada,
revelando para nada mais além do que você. 
Pode ser um silêncio sereno como o azul do céu de jauá, ou irradiante como o amarelo da bola de boliche, talvez triste como o marrom da cesta vazia, ou satisfeito como o verde da iguana da cesta. As vezes é inesperado como foi o roxo do cabelo da menina, ou leve como o azul petróleo do olho do menino, às vezes é inconstante e confuso como a combinação de azul,vermelho e branco da camisa do pai.
A verdade é que nessa aquarela o silêncio vai se adaptando, e poucos sabem distinguir, 
Algumas vezes é compartilhado o silencio branco de uns
Ou não se compreende o silencio alaranjado de outros. 
Eis que estes são meus, mas dentre essa explosão de signos eu mantenho a curiosidade em saber...
Qual a cor do seu silêncio ?

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Cruzeiros




15 de março de 1990 o Brasil volta a assumir como unidade do sistema monetário o Cruzeiro , Cr$, (que já foi utilizada anteriormente em 1942 por 25 anos e em 1970 por mais dezesseis anos.) e as antigas cédulas de 500,200,100 e 50 Cruzados Novos, NCz$, foram recarimbadas apenas para corrigir a nomeação da moeda, uma vez que o valor continuava o mesmo. Por conta da inflação veio a necessidade de se emitir cédulas num valor maior, e a de Mil Cruzeiros (foto) foi a primeira, e homenageava o sertanista¹ Cândido Rondon (também conhecido como Marechal Rondon).





Tio Wiki:
¹Sertanistas: São exploradores que se aventuram pelo interior do sertão brasileiro, e procuram por conquistas, riquezas ou com interesses sobre beleza natural. No período colonial eram chamados de Bandeirantes. Foram os principais responsáveis pela extensão das fronteiras do país, fazendo-as chegar à sua configuração atual.  Mais!



terça-feira, 4 de junho de 2013

O Suspiro


Levei a bela menina para longe
Longe... onde o meu cuidado desleixado não pudesse importunar
É que tão desajeitado que sou, a deixei triste só de respirar...
Será que me entende Zé ?
Como ela pôde notar...
Que esses suspiro foi de saudade
E não de quem está sem ar ?
Não queria magoa-la Zé,
mas já que ela perguntou não vou mais negar,
que aqui dentro já tem dono, Zé, mesmo que eu não vá me entregar..
Zé, eu a quero bem juntinho, mas ela não sabe esperar...
Por que eu sei que aos pouquinhos, a gente conseguiria consertar